Sem título.
"De fato, o que poderia convir à Loucura do que ser o arauto do próprio mérito e fazer ecoar por toda parte os seus próprios louvores? Quem poderá pintar-me com mais fidelidade do que eu mesma? Haverá, talvez, quem reconheça melhor em mim o que eu mesmo não reconheço? De resto, essa minha conduta me parece muito mais modesta do que costuma ter a maior parte dos grandes e dos sábios do mundo." Erasmo de Rotterdam
Ai, vontade de vomitar. Vomitar o pouco da lasanha que comi, minha Coca Zero pela metade, meu café preto e forte que não dispenso. Vomitar minhas lembranças, meu passado, minhas lágrimas. Vomitar minha dor, minha melancolia, meu coração. Bulimia style ever.

E daí que quando eu pensei que não pudesse ficar pior, ficou. Pisaram na minha unha encravada e inflamada. Ver o recente ex-namorido feliz e contente aos beijos apaixonados com uma bela mulher é dor demais pra mim.
Eu não sei, já foi, não tinha nada mais, mas eu sou essa topeira romântica que ama até os ossos, que não esquece, que não desiste, que tem esperança, que acredita no verdadeiro amor e felizes para sempre. Mesmo que ele não tenha chegado num cavalo branco, era o príncipe encantado dos meus sonhos.
Tô me sentindo desprezível. Sozinha. Triste. E eu penso em monte de coisas, e choro, e lembro. E choro de novo. Triste de dar dó, sozinha, estima lá em baixo por não me sentir capaz de fazer um homem se apaixonar verdadeiramente. No fundo, eu tinha a ilusão de que meus belos sentimentos de contos de fadas fossem recíprocos.
Dessa relação que ainda sofro tanto, nasceu a Aurora. Que é a Aurora da minha vida, que é por ela que eu levanto todos os dias, é por ela que eu não recaio, é por ela todos os meus sorrisos e faíscas de felicidade que ainda brotam no meu peito. Ela é a Aurora da minha alma, é meu tudo, é minha razão.
Te amo, filha. Obrigada por não deixar a mamãe chafurdar na lama da auto-piedade, da dor e da solidão.