quinta-feira, 25 de junho de 2009

Tempo

Ontem foi o dia da memória, de sentir o tempo que já correu nas minhas veias, de relembrar, de rever, das coisas boas da vida... e foi tão bom! Pude me lembrar dos meus tempos de faculdade, quando eu entrei na sala de aula na minha, calada e quieta no meu canto, em 2000; e saí de lá, poderosa, transformada, livre e corajosa 4 anos depois. Dos amigos que eu fiz e preservei depois de tanto tempo, pois conversei com eles ontem. Também pude sentir vários ombros amigos quando algumas pessoas vieram me perguntar essa semana o porque dos olhos inchados e vermelhos. Eu me senti mais feliz por ter tido a notícia de que uma grande amiga ganhou neném ontem mesmo, 2 meses antes do tempo e que mesmo assim, estão ótimos, mãe e filho.

Eu fiquei feliz porque pude passear ao sol indo ao dentista, e quando cheguei, o cara era lindo de doer (mas eu não senti dor, porque meus dentes são lindos e perfeitos!). E na volta, comprinha básica de roupa. E na hora de almoçar, uma simples salada me deixou satisfeita.

Meu dia foi bom porque eu peguei o metrô vazio, e tinha algo interessante pra ler. E quando vi minha filha, fui recebida com um sorriso de orelha à orelha. Quando finalmente fomos pra casa, tinha uma pessoa querida nos acompanhando.

A noite tava uma delícia pra ficar debaixo do edredon, mas a Aurora não deixou. E mesmo assim, qualquer tempo com ela é maravilhoso. E antes de irmos dormir, eu escuto meu nome aos berros no portão (coisa rara!!!!!). Eu pude receber uma visita que é sempre boa, em qualquer hora e em qualquer lugar, pra conversar sobre tudo, qualquer coisa, e rir das coisas mais banais... Minha filha dormiu no meu colo, enquanto eu gargalhava como eu não fazia há tempos.

Sabe, eu sou simples. É fácil me agradar porque o pouco já me satisfaz. E eu não sou velha ao ponto de deixar de viver. Mas eu seleciono mais, sabe!? Porque há alguns anos, sair de quinta a domingo pra mim era básico. Gastar todo o meu salário em roupa, balada e o meu carro, também era normal. Mas sabe quando você preenche seu coração com coisas fúteis e elas somem com o tempo, antes de você vestir o pijama? Pois é, era assim. Mas eu amadureci, porque foi necessário. Hoje tais coisas não fazem o menor sentido, não tem valor como antes. Se eu estou perdendo muita coisa, deixando de viver ou coisa parecida, não acho. Sei que tem gente que pensa assim. Eu mesma falaria isso há algum tempo atrás. Mas ontem eu pude perceber que não tô perdendo nada. Eu tô é ganhando, e muito. Hoje eu sei selecionar. Eu não vou pra qualquer lugar só pra ter que sair de casa, já que eu aprendi a valorizar meu sossego. Eu não vou beijar qualquer um só pra anotar numa lista, achando que quantidade é qualidade. Eu não vou fazer sexo sem gostar porque isso não vai me acrescentar em nada. Eu não vou gastar com coisas que não são realmente necessárias. Eu leio muito por prazer, não pra arrotar conhecimento. Eu sou fisicamente assim porque é assim que eu me sinto eu, não porque tá na moda.

Provavelmente eu não sofrerei quando a própria vida tiver que me dar lições. Cada tropeção que eu tenho dado nesses últimos tempos foram responsáveis por meus joelhos serem de ferro. Tenho duas pernas fortes, e minhas costas aguentam o baque que eu tiver que aguentar (não tenho nem papai nem mamãe pra segurar minha onda). E sabedoria e paz de espírito a gente não compra no E-bay. Assim como o dia feliz que eu tive ontem.

3 comentários:

Mell disse...

Vida simpes é vida boa...
Vc é a mulher que eu sempre sonhei em ser, vc é adimirada por todos que te ama. Bjus gata, ti amu!!!!

Thais disse...

Oi amiga. Depois de tanto tempo ter perdido seu blog, voltei a acha-lo e vou sempre me deliciar com as coisas legais que tira dessa sua cabecinha geniosa. Te amo amiga. Bjo.

Chico Mouse disse...

Ah, cara.... é tão ficar feliz com pequenas coisas. Passear no parque num domingo à tarde, deitar no chão do quarto e ficar ouvindo aquele cd da Norah Jones, comer chocolate escondido da sua irmã... hahahah faço tudo isso! :P