A poesia presta
A poesia aparece pra mim, de fininho. Ela chega até mim, direta, pé ante pé, e eu gosto tanto que eu gostaria que as pessoas sentissem esse ventinho no estômago como presságio de algo do bem pra chegar. Pode me dar rasteira e bicudo o quanto você quiser, Vida, porque e vou levantar, sacudir o pó da roupa, vou caminhar e lá longe, vou olhar pra atrás e te mandar beijinho.
Ézio Pires
Minha poesia não presta
Mas é minha
É frágil e ingênua
Gostaria que ela fosse uma rosa pública
Não presta mesmo, mas é minha
Ela procura meu coração aos pedaços
Procura brisa e orvalho
Procura tempo, silêncio e prece
Só me encontra na dor




